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Processo contra Coronel Raiado e tenente-coronel da PM denunciados por executar piloto do PCC e mecânicos é arquivado pela Justiça

Tribunal de Justiça tranca processo contra coronel Edson Raiado A Justiça arquivou o processo contra Edson Luis Souza Melo Rocha, conhecido como coronel Raiad...

Processo contra Coronel Raiado e tenente-coronel da PM denunciados por executar piloto do PCC e mecânicos é arquivado pela Justiça
Processo contra Coronel Raiado e tenente-coronel da PM denunciados por executar piloto do PCC e mecânicos é arquivado pela Justiça (Foto: Reprodução)

Tribunal de Justiça tranca processo contra coronel Edson Raiado A Justiça arquivou o processo contra Edson Luis Souza Melo Rocha, conhecido como coronel Raiado, e o tenente-coronel Renyson Castanheira Silva referente às mortes de três homens durante um tiroteio. Entre eles estava um suposto piloto do Primeiro Comando da Capital (PCC). A decisão atendeu a um pedido da defesa, que alegou ausência de novas provas. O arquivamento foi aprovado por unanimidade na última terça-feira (8), pelos desembargadores da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO). O Ministério Público de Goiás (MPGO) informou que aguarda a intimação sobre a decisão para estudar a possibilidade de recorrer a tribunais superiores.  O caso aconteceu em fevereiro de 2023, em uma chácara entre Goiânia e Abadia de Goiás. Na época, a Polícia Militar divulgou que recebeu uma denúncia de populares sobre uma movimentação anormal de aeronaves na propriedade rural, às margens da BR-060. Foi organizada, então, uma operação com oito policias, segundo a PMGO divulgou na ocasião. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Para o MPGO, Raiado e Castanheira, que eram do Comando de Operações de Divisas (COD), forjaram um confronto e mataram o piloto Felipe Ramos Morais e os mecânicos Nathan Moreira Cavalcante e Paulo Ricardo Pereira Bueno. De acordo com o Ministério Público, os militares chegaram a afirmar que teria acontecido uma troca de tiros e que os suspeitos estariam de frente para eles no momento dos disparos. No entanto, os laudos de exame cadavérico e pericial apontaram, segundo o MP, que eles foram atingidos pelas costas, com Felipe e Paulo tendo sido atingidos enquanto estavam caídos e rendidos no chão. Edson Luis e Renyson Castanheira foram denunciados pelo Ministério Público de Goiás por homicídio Reprodução/TV Anhanguera e Wesley Costa/O Popular LEIA TAMBÉM Coronel Raiado e tenente-coronel da PM são denunciados por forjar tiroteio e executar piloto do PCC e dois mecânicos Mortos em ação policial junto com piloto suspeito de participar da morte de chefes do tráfico não tinham passagens e eram mecânicos de aeronaves, diz delegado Piloto suspeito de participar da morte de chefes do tráfico após emboscada durante voo morre em ação policial, diz PM Em entrevista ao g1, o advogado Demóstenes Torres, autor do pedido de habeas corpus que levou ao arquivamento, afirmou que o Judiciário já havia decidido que o coronel Raiado é inocente. "Não se revê coisa julgada sem fato novo. Decisão unânime", comentou. Segundo Demóstenes, com a decisão, o arquivamento abrange tanto a reabertura da investigação quanto a ação penal dela derivada, a partir da denúncia ofertada pelo MPGO este ano, e restabeleceu o arquivamento de 2023. Ao g1, o advogado Luis Alexandre Rassi, que representa Castanheira, reiterou que, ao decidir arquivar o caso, a Justiça concluiu que as mortes ocorreram por legítima defesa. "A defesa evidenciou que o tenente coronel agiu em legítima defesa não porque o processo sofresse mácula, mas porque os fatos, quando lidos com rigor, só podiam conduzir àquela conclusão", disse. Rassi explicou que o MP também alegou que o piloto não tinha pólvora nas mãos, o que seria uma prova de que ele não teria atirado e, portanto, não teria havido confronto. "Só que o cadáver foi lavado antes de se fazer esse exame. Então, esse exame não prova nada", disse. Depois, um perito particular contratado pelo MP não encontrou os cartuchos do tiroteio. "O que acontece? Era um campo. Então, não vai achar mesmo. Não se acha", explicou Rassi. Antes do habeas corpus, o advogado Rassi entrou com uma ação de "exceção de coisa julgada", argumentando à Justiça que a decisão anterior, do arquivamento, não teria como ser revertida. "O juiz decidiu por legítima defesa, que é imutável. E você não pode julgar duas vezes uma pessoa pelo mesmo fato", disse. Nesta quinta-feira (10), o TJGO decidiu que esse processo do advogado de Castanheira não terá continuidade, uma vez que a decisão de arquivamento, de terça-feira, já atendeu ao pedido dos investigados. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás