Contas de adolescentes e empresas de fachada: Operação contra o Comando Vermelho bloqueia R$ 28 milhões e apreende bens de luxo
Operação apura lavagem de dinheiro do Comando Vermelho Uma operação do Ministério Público de Goiás (MP-GO) contra o Comando Vermelho realizada nesta quin...
Operação apura lavagem de dinheiro do Comando Vermelho Uma operação do Ministério Público de Goiás (MP-GO) contra o Comando Vermelho realizada nesta quinta-feira (10) bloqueou R$ 28,1 milhões. A ação tem como objetivo desestruturar um braço financeiro do Comando Vermelho com atuação em Goiás e no Rio de Janeiro e que teria usado contas em nomes de adolescentes para movimentar dinheiro de traficantes da organização criminosa. Os nomes dos investigados não foram divulgados. ✅ Clique aqui e siga o perfil do g1 GO no WhatsApp Operação contra o Comando Vermelho bloqueia R$ 28 milhões Divulgação/MP Em parceria com a Rotam, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) realizou a segunda fase da Operação Cifra Vermelha. Além do valor bloqueado, a Justiça também determinou a apreensão de automóveis e bens de luxo. Segundo o órgão, a Justiça determinou o cumprimento de 21 mandados três cidades goianas e em Minas Gerais (MG). Veja as cidades onde os mandados foram determinados: Goiânia (GO) Aparecida de Goiânia (GO) Palmeiras de Goiás (GO) Presidente Olegário (MG) LEIA TAMBÉM: POSSE IRREGULAR DE ARMA: Saiba quem é o influenciador César Rincon, alvo de operação Fraudes em licitações que causaram prejuízo de mais de R$ 14 milhões são alvo de operação do MP-GO Operação mira chefes de facção criminosa e bloqueia R$ 59 milhões em Goiás e mais três estados Contas nos nomes de adolescentes De acordo com a investigação, pessoas ligadas ao Comando Vermelho em Goiás abriam diversas empresas de fachada e usavam contas abertas nos nomes de adolescentes para movimentar valores depositados por traficantes. Integrantes da organização orientavam traficantes a depositar o dinheiro nas contas dessas empresas fantasmas e de "laranjas". "A segunda fase alcança outras pessoas ligadas às lideranças, que também ocultavam dinheiro recebido de traficantes e mantinham vínculos com a facção nos estados de Goiás e do Rio de Janeiro", informou o órgão. Na primeira fase, 11 pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público pelos crimes de integração à organização criminosa, lavagem de dinheiro e falsidade documental. Somados, os valores apreendidos nas duas fases ultrapassam R$ 56 milhões. Um casal identificado como líder do grupo se escondeu em uma comunidade no Rio de Janeiro após a primeira fase da operação e foi preso três meses depois. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás